Imersão digital em tempos de pandemia: o futuro das empresas, da cultura e do ser humano

Por Camila Grillo e Solange Sólon Borges

Os conectados à internet que tomaram intimidade com as plataformas digitais sentiram menos o terremoto promovido pela COVID-19 no campo pessoal e na sua relação frente ao mundo do trabalho. O profissional necessário de ontem não é mais o de hoje e, competências que seriam mais solicitadas em um breve futuro – adaptação, flexibilidade, resiliência para superar adversidades, lidar com diversidades, comunicabilidade – são requeridas de imediato. Ou seja, o que era transitório, tornou-se definitivo. Nossa realidade analógica se transportou forte para os bits, um cenário espantosamente virtual. O trabalho se reinventou antes de nós, nessa metáfora da modernidade líquida, tão enfatizada pelo filósofo Zygmunt Bauman. O que era corriqueiro e normal se fragmentou, derreteu, desapareceu sob nossos pés perante tantas incertezas e do sentimento generalizado de vulnerabilidade e impotência.

Diante dessas novas demandas, profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI) e de comunicação trabalham assiduamente para que as pessoas recebam alimentos, produtos e medicamentos em casa, bem como garantir os serviços de internet, funcionando como um relógio, a fim de suprir tantos indivíduos conectados ao mesmo tempo e por largos períodos, pois a jornada ‘normal’ de 8h tomou conta das 24h do dia com o apoio de aplicativos nos smartphones e computadores. O tempo entre trabalho e vida pessoal foi abolido? Estamos sendo engolidos pelas novas tecnologias? O que nos leva à reflexão de que as empresas também passam a dimensionar a produtividade de seus funcionários por meio de novos formatos e, por outro lado, quem sobrevive à quarentena em home office embarcou em uma curva de aprendizado insana para dar conta de suas funções laborais.

A oportunidade já era promissora para algumas áreas que enxergavam os benefícios da tecnologia e os aplicaram em seus negócios há tempos. Mas como ficam os demais setores da sociedade que mantiveram empresas e serviços, em sua maioria, no off-line? É possível sobreviver a esse futuro antecipado que está aí à nossa porta?

Não sabemos ao certo por quanto tempo o isolamento social irá durar, mas observamos que mudanças estruturais começam a partir deste momento histórico. O antes e o depois do Coronavírus marcam uma nova história para os negócios e as formas de trabalho. Além dos escritórios em diferentes setores, que passam a atuar de forma virtual, outros empreendimentos, a exemplo dos supermercados, optaram por aderir ou expandir atividades de e-commerce com o remanejamento de profissionais e mobilização de serviços delivery, além da atuação mais constante em aplicativos como Whatsapp. Não só o ramo alimentício se adaptou a esta nova realidade, mas outros nichos de mercado passaram a utilizar os meios digitais para dar continuidade aos negócios. Basta observar a quantidade de lives realizadas no Instagram com foco em manter a audiência, trocar conhecimento e entreter o público neste momento sensível.

Nessa onda, os shows ganharam o seu espaço. Muitos cantores iniciaram pocket shows, inspirando outros artistas – que estão investindo em apresentações mais longas e com foco em arrecadação de recursos para doação e auxílio aos mais necessitados em meio à pandemia. A tradicional ‘vaquinha’ nunca foi tão funcional. Estas ações apontam para um futuro carregado de oportunidades – para aqueles que correrem para se reinventar e fazer a imersão digital necessária de seus negócios que, se cria tensão, também proporciona rearranjos e janelas de criatividade.

O futuro dos shows

As lives compartilhadas por muitos artistas do cenário musical mostram o que vem por aí.  Com as mudanças na estrutura social e de saúde mental dos indivíduos, utilizar cada vez mais os meios digitais será parte essencial na vida de todas as pessoas. Nesse sentido, abre-se um novo mercado para os artistas venderem shows personalizados, customizados, em plataformas digitais, a possibilitar a compra de ingressos a preços mais acessíveis, assistir o espetáculo no conforto do seu lar e, ainda, interagir com o artista ou a banda.

Esta realidade rompe com as barreiras físicas e aponta para a reinvenção: já pensou em contratar um show de seu artista favorito para sua festa de aniversário? Ou convidar amigos para assistir em sua casa a apresentação da banda preferida da turma com direito a um ‘alô’ do vocalista? Tudo via live!

A perspectiva de inovação também se amplia para outros gêneros a exemplo da literatura, das artes plásticas, das peças de teatro e afins. Uma visita monitorada a um museu, por exemplo, conferindo aquela exposição desejada e tudo acontecendo ao vivo e com a participação dos usuários pela internet. Trata-se de uma articulação do binômio produção-consumo e inovação-comunicação também no campo da cultura.

Com todas estas novas possibilidades, chegou a hora de deixar os velhos formatos para trás, repensar que tipos de demandas os consumidores terão daqui para a frente dentro de um contexto de pós-reclusão. Não sabemos como estará a saúde mental  dos seres humanos após esta pandemia, assunto que abre novas perspectivas para o campo da psicologia, mas é importante pensar que será necessária uma nova reinserção social — não necessariamente presencial —, e  neste ponto é que entram as empresas. Ou seja, este cenário demonstra que novos hábitos e comportamentos farão parte da vida cotidiana e que é possível trabalhar, viver e se relacionar estando em um mesmo ambiente, ou seja, dentro de casa. Cabe às empresas se reinventarem para levar até esse novo sujeito produtos e serviços que atendam a essas necessidades.

Por fim, é preciso atenção às oportunidades apresentadas neste momento e se reformular a tempo para não ficar para trás e ser atropelado por essa realidade na qual sobreviverão apenas àqueles que conseguirem se adaptar às mudanças sociais, de comportamento e mercado, além da utilização cada vez maior dos meios digitais. Agora, e não depois.

Sobre as autoras

Camila Grillo – Mestra em Filosofia no Programa de Estudos Culturais pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), jornalista, especialista em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, além de docente em cursos de comunicação digital.

Solange Sólon Borges – Mestra em Filosofia no Programa de Estudos Culturais pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), jornalista, especialista em mídia, informação e cultura; comunicação e marketing, e docente em cursos de pós-graduação de comunicação empresarial.

Como (re)inventar o seu negócio em tempos de crise: o uso das mídias digitais e o futuro do trabalho

Informações sobre o curso: O cenário atual da pandemia vem mudando as formas de atuação profissional em vários setores da sociedade. Diversas empresas, que já atuavam nas plataformas digitais, conseguiram manter as atividades de trabalho, enquanto outras precisarão repensar seus negócios e meios de dar continuidade em um novo formato. Nesse sentido, este curso visa trazer novas perspectivas sobre para aonde estamos indo e como as empresas precisarão criar outras estratégias para atender o consumidor diante desta realidade mundial.

Carga horária: 2h

Investimento: R$ 120,00

Início: EM BREVE!

Metodologia: Aula expositiva com conteúdo teórico e exemplos práticos.

Público-alvo: Pequenas e médias empresas, empreendedores, profissionais da área de diversas áreas, bem como qualquer pessoa que deseja aprender sobre o uso das mídias digitais para o trabalho.

Pré-requisito: Ter aplicativo Hangout Meet instalado no smartphone ou ter no computador o navegador Google Chrome

Objetivo geral: Trazer elementos do cenário atual e o futuro das tecnologias, bem como apresentar estratégias de planejamento digital, conteúdo para mídias sociais, ações on-line e off-line, uso de vídeos com a sugestão de roteiros e entrega de conteúdo que agregue valor ao usuário, entre outros.

Docente: Camila Grillo – Mestre em Estudos Culturais pela Escola de Artes, Ciências e Humanidade da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Especialista em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais (SENAC/SP), graduada em Comunicação Social – Jornalismo (UNIP). Formação técnica nos cursos de Habilitação Profissional de Ator (Fundação das Artes de São Caetano do Sul, FASCS, Brasil) e Processamento de Dados (Argumento Objetivo).

 

INSCRIÇÃO – por e-mail: sielbra.educacao@gmail.com | Ou pelo whatsapp: (11) 95209-8596.

IMPORTANTE: Ao fazer a inscrição, fornecer nome completo, celular para contato e RG e responder as respectivas perguntas:

1) Como ficou sabendo do curso?

2) Qual o conhecimento que você tem sobre mídias digitais?

3) Qual sua expectativa em relação a este curso?

4) Qual é sua área de atuação profissional?

FORMA DE PAGAMENTO – Compra de ingresso pelo Sympla (clique aqui)  ou via depósito bancário.

CERTIFICADO – concedido pela SIELBRA – Sociedade Internacional de Educação Líbano-Brasileira

A escola de samba – 1970 a 2000: por dentro da escola

Informações sobre o curso: O objetivo é inserir os participantes no contexto histórico e na estrutura do Carnaval moderno. Descreveremos as mudanças de paradigmas na década, as questões estéticas e sociais, como, por exemplo, a proibição do Entrudo, as mães baianas, os Sambas de Terreiro, a criação do Samba-Enredo. As mudanças no Carnaval moderno: da preparação ao desfile, os grandes carnavalescos,  a década de 70 para as Escolas de São Paulo e as influências do Rio, super-escolas de Samba S/A, e a Era do Sambódromo.

Docentes: Gislaine Vicente e Marcus Marmello

Carga horária4h – Investimento: R$ 250

Quando: EM BREVE!

Metodologia: Aula expositiva, com apresentação de cases e material multimídia.

Conheça nosso programa:

Público-alvo: pessoas interessadas em cultura popular, com algum conhecimento ou não sobre o samba e sua induústria, profissionais da área de comunicação.

Marcus Marmello – tem formação em arquivologia pela Universidade do Rio de Janeiro – UniRio,  trabalhou no projeto memoria da vale do Rio Doce e em organização de acervos documentais, fotograficos e de filmes, militou no teatro amador no RJ, sendo diretor da associação de teatro amador carioca, nasceu e cresceu no bairro de Irajá no Rio de Janeiro onde teve contato com antigos sambistas da Portela e do Império Serrano, Jongueiro, compositor, intérprete e pesquisador de samba, estuda a história e composição de sambas a mais de 30 anos.

Gislaine Vicente – Jornalista (Un. Braz Cubas) e pós-graduada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Unibero; especialista em Carnaval e Afrocultura. Trabalha desde 1990 em meios de comunicação, tendo passado por grandes veículos, como TVs Globo, Record, Rede TV! e SBT, agências de notícias como AgEstado/ O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo (Publifolha), Sistema Globo de Rádio/ CBN, rádio Nativa, ECAD, Metrô News, Agnelo Pacheco (Publicidade), entre outros. Em todos os veículos cobriu os desfiles de escola de samba dos grupos Especial e de Acesso de SP e RJ, além de confeccionar os books de transmissão e da UESP. Foi jurada de eliminatórias de samba-enredo e editora do livro A geografia do Samba na cidade de São Paulo, de Alessandro Dozena (Polisaber).

Pré-requisito: sem pré-requisitos.

INSCRIÇÃO – por e-mail: sielbra.educacao@gmail.com | Ou pelo whatsapp: (11) 95209-8596.

IMPORTANTE: ao fazer a inscrição, fornecer nome completo, celular para contato e RG e responder as respectivas perguntas:

FORMA DE PAGAMENTO – à vista ou em 2 vezes, no cartão de crédito, débito ou transferência bancária.

CERTIFICADO – concedido pela SIELBRA – Sociedade Internacional de Educação Líbano-Brasileira

Carnaval 2020: a Império de Casa Verde saúda o povo libanês

Marhaba Lubnãn! As águas do Mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico se unem para homenagear o Líbano

Por Gislaine Vicente. Fotos :Flávia Medinna

Mais uma escola de samba de São Paulo traz o seu enredo em homenagem a um povo. Desta vez, a Império de Casa Verde busca mais um título, contando a história do Líbano, país pequeno, mas que possui número significativo de nativos morando no Brasil. Em dezembro, a sede do Esporte Clube Sírio, na zona Sul da capital paulista, recebeu integrantes da escola para uma confraternização entre libaneses e seus descendentes com sambistas do Tigre.

Apesar da localização no Oriente Médio, na extremidade oriental do Mar Mediterrâneo, o Líbano faz fronteira com a Síria ao Norte e a Leste; e pelo lado Sul do país está Israel, na junção de três continentes: Europa, Ásia e África. A costa marítima é estreita ao longo de sua margem Oeste. A capital, Beirute, é a maior cidade libanesa.
bandeira nacional apresenta o cedro do Líbano em verde sobre um fundo branco, com duas listras vermelhas de dois quartos de altura horizontal na parte superior e inferior. O nome Líbano (também “Loubnan” ou “Lebnan“) é derivado da raiz semita “LBN”, que significa “branco”, referência ao Monte Líbano normalmente coberto pela neve.
Várias personalidades prestigiaram o evento. Entre elas, o diretor da Sociedade Internacional de Educação Líbano-Brasileira (Sielbra) e ex-vereador de São Paulo  Mohamad Said Mourad, que salientou a importância do evento e do enredo: “Muitas comunidades de diversos países já tiveram o privilégio de ter sua história contada na Passarela do Samba: agora chegou a vez dos libaneses.”, disse o também educador.

O diretor da Sielbra, Mohamad Said Mourad, cumprimenta o pavilhão da Império da Casa Verde

Segundo historiadores, são mil anos de história. O nome do país é encontrado em caracteres cuneiformes babilônicos e em hieróglifos egípcios, que datam de 2 mil anos a.C.

Na Bíblia, é citado 92 vezes, nas páginas do Velho Testamento. Até o maior de todos os homens, Jesus Cristo, e vários profetas passaram por lá, o que faz desse pequeno país parte da “Terra Santa” paras as três maiores religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Aos Fenícios, juntaram-se os hititas, assírios, hebreus, árabes, egípcios, curdos, turcos, gregos, romanos, babilônicos e até boa dose de sangue europeu, quando os Cruzados chegaram à região, na Idade Média; assim como os latino-americanos, quando das emigrações para a América Latina, e o posterior retorno dos emigrados ao Líbano. O país dos cedros é uma verdadeira diversidades nos planos humano e geográfico e também em termos de comunidades religiosas, paisagens e climas, hábitos e costumes.

Cada comunidade religiosa tem suas tradições. Durante as festas, as manifestações são pitorescas e, na montanha, ouvem-se sinos das igrejas cristãs que se mostram às vozes dos “muezzins” (o arauto das mesquitas que chamam os muçulmanos à oração), equiparando-se aos cantos gregorianos.

Contar histórias é um dom dos libaneses assim como a gastronomia única aliada a um bom café.

A fênix é uma ave mitológica, símbolo da imortalidade:a única que pode viver mil anos. Segunda a lenda, essa ave vinha da Índia visitar o Líbano a cada cem anos, onde se queimava em âmbar e incenso para renascer de suas cinzas, após três dias, para depois regressar à terra natal. Em uma analogia com o Líbano, pode-se dizer que “a Nação nasce e renasce depois de suas várias destruições, ao longo dos séculos.  Beirute é importante referência para a história porque a cidade detém o título de “A Cidade que se recusa a desaparecer”.

Teria sido em Beirute que Jorge da Capadócia realizaria seu maior feito: matar o dragão, tornando-se Padroeiro da localidade. Os muçulmanos chamam-no de “Khodr”, e entre os cristãos há mesquitas e pessoas que se chamam “Jorge”, em homenagem ao grande guerreiro.

Escavações arqueológicas encontraram sementes de uva que datam da Idade da Pedra e indicam que o vinho já era produzido por essas terras: romanos construíram em Balbeck, o maior templo ao deus do Vinho: Baco!

Vale ressaltar que outras características e belezas do Líbano também são guardadas a sete chaves pelo carnavalesco Flávio Campello, que só serão reveladas na avenida. A Império de Casa Verde será a sexta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, dia 21 de fevereiro de 2020, no Sambódromo do Anhembi.

Publicado em preta joia, acesse aqui a matéria completa.

LIVE – Dia 16/5, 20h às 20h30. Comida gostosa x comida saudável – comer ou não comer, eis a questão – por que não ficar com os dois? Gratuito.

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Saiba mais sobre o poder dos alimentos crus e vivos e como obter melhor absorção dos nutrientes e da energia que se obtém deles para conquistar uma vida mais longeva e saudável. Muitas dicas em bate-papo com Davison Borges, pesquisador sobre nutrição e engenheiro. Em live no Facebook. Acesse: www.facebook.com/SIELBRA/